TCE-MT exonera 16 servidores após operação da PF; veja quem perdeu os cargos
Política POR: Diego Vilani
POSTADO EM: 04/11/2026
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) exonerou 16 servidores que se tornaram alvos da Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de irregularidades administrativas e movimentações financeiras envolvendo a Corte. Os desligamentos foram oficializados na terça-feira (3), por meio de atos publicados no Diário Oficial de Contas e assinados pelo presidente do Tribunal, conselheiro Waldir Teis.
A medida atinge ocupantes de cargos estratégicos em diferentes setores do órgão, incluindo áreas jurídica, financeira, orçamentária, de controle interno e de gestão de pessoas. Entre os exonerados estão Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, que ocupava a função de consultor jurídico-geral; Gustavo Fernandes da Silva, assistente jurídico; Felipe José Glinke, assessor jurídico da Presidência; Adriangelo Barros Antunes, secretário executivo de comissão permanente; e Roseli Loss, chefe de gabinete de conselheiro.
Também perderam os cargos Adjair Roque de Arruda, secretário executivo de Planejamento; Carlos Alexandre Pereira, secretário do Sistema de Controle Interno; Carlos Felipe Oliveira Almeida, assessor técnico financeiro; Carlos Romeu Rodrigues de Medeiros, consultor técnico-jurídico; Edson Luiz Ribeiro de Oliveira, coordenador do Núcleo de Execução Orçamentária e Contábil; Eneias Viegas da Silva, secretário executivo de Gestão de Pessoas; Jocimauro Bento do Carmo, consultor técnico-jurídico de comissão permanente; Maurício Marques Júnior, secretário executivo de Orçamento, Finanças e Contabilidade; Márcio Antônio Silvério, assessor técnico jurídico; Olavo Lage Filho, secretário executivo de comissão permanente; e Vitor Turri Romano, chefe de gabinete de comissão permanente.
Entre os exonerados, cinco servidores estão entre os presos preventivamente no âmbito da operação. O grupo inclui Grhegory Maia, Gustavo Fernandes da Silva, Felipe José Glinke, Adriangelo Barros Antunes e Roseli Loss. O então presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida, também foi preso preventivamente, mas sua situação é diferente da dos servidores comissionados atingidos pelos atos de exoneração.
A mudança na estrutura administrativa também alcançou a Consultoria Jurídica-Geral. Na mesma edição do Diário Oficial, Waldir Teis designou Luiz Carlos de Azevedo para assumir a função anteriormente ocupada por Grhegory Maia.
Deflagrada em 29 de outubro, a Operação Tomada de Contas apura suspeitas de irregularidades em contratos administrativos, pagamentos considerados indevidos e movimentações financeiras que estão sob análise dos investigadores. Entre as linhas de investigação estão possíveis pagamentos fora da folha regular, saques frequentes em dinheiro e suspeitas de favorecimento na liberação de recursos públicos.
A investigação também atingiu integrantes da cúpula do Tribunal. Além de Sérgio Ricardo, os conselheiros Guilherme Maluf, José Carlos Novelli e Alisson Alencar foram alvo de medidas judiciais, incluindo afastamentos de suas funções. As decisões fazem parte das providências adotadas durante a apuração do caso.
As exonerações representam uma mudança administrativa diante da crise provocada pela operação, mas não equivalem a uma condenação criminal. A responsabilidade individual de cada investigado deverá ser estabelecida no curso das investigações e dos eventuais processos judiciais, com respeito ao direito de defesa e à presunção de inocência.
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