Wellington reage à debandada no PL e faz alerta sobre “negociatas” com prefeitos em MT
Política POR: Redação
POSTADO EM: 30/06/2026
O avanço político do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre prefeitos ligados ao PL começou a provocar reação pública do senador Wellington Fagundes, pré-candidato ao Governo de Mato Grosso em 2026. Embora tenha tentado minimizar o movimento de aproximação entre gestores municipais bolsonaristas e o grupo governista, Wellington deixou claro que acompanha de perto as articulações políticas e fez um alerta direto contra possíveis “negociatas” envolvendo apoio eleitoral e liberação de investimentos estaduais.
Pivetta vem ampliando espaço dentro de redutos tradicionalmente ligados ao PL, especialmente após manifestações públicas de prefeitos importantes do interior defendendo a continuidade do atual grupo político no comando do Palácio Paiaguás. Entre os nomes que já demonstraram alinhamento com o vice-governador estão Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, Sérgio Machnic, de Primavera do Leste, e Edilson Piai, de Campo Novo do Parecis.
A movimentação aumentou a pressão interna sobre Wellington Fagundes, que tenta consolidar sua pré-candidatura ao governo com apoio do eleitorado conservador e da base bolsonarista em Mato Grosso. Mesmo diante do cenário, o senador adotou discurso moderado e afirmou que é natural que prefeitos mantenham diálogo institucional com o Governo do Estado em busca de obras e recursos para os municípios.
Wellington argumentou que muitos investimentos em andamento foram construídos a partir de compromissos assumidos ainda durante a gestão do governador Mauro Mendes, envolvendo parcerias entre Estado, prefeituras e emendas parlamentares. Segundo ele, parte desses recursos também teve participação direta de seu mandato no Senado.
O senador citou obras estruturantes em Rondonópolis como exemplo de articulação conjunta entre diferentes esferas políticas e ressaltou que gestores municipais têm obrigação de buscar apoio financeiro para atender demandas locais. Ainda assim, a fala ganhou tom mais duro ao abordar a possibilidade de uso político da máquina pública durante o período pré-eleitoral.
Sem citar nomes diretamente, Wellington afirmou que a legislação eleitoral impede qualquer tipo de troca entre apoio político e benefícios administrativos. O pré-candidato disse que o grupo político dele está atento à distribuição de investimentos estaduais e defendeu tratamento equilibrado entre os municípios mato-grossenses.
A declaração ocorre em meio ao crescimento da influência de Pivetta dentro do campo da direita em Mato Grosso. O vice-governador vem fortalecendo alianças regionais e acumulando apoios estratégicos para a disputa de 2026, cenário que passou a preocupar setores do PL. Nos bastidores, lideranças da legenda admitem desconforto com a aproximação cada vez maior entre prefeitos bolsonaristas e o grupo do Republicanos.
Nos últimos dias, o próprio Pivetta ironizou o desgaste interno enfrentado por Wellington dentro do partido e questionou publicamente a resistência de parte da base liberal ao nome do senador. A disputa antecipada pelo comando do Palácio Paiaguás transformou prefeitos e lideranças municipais em peças centrais na montagem dos futuros palanques eleitorais.
Enquanto tenta conter a percepção de isolamento político, Wellington aposta na força do eleitorado conservador, no apoio nacional do PL e no capital político acumulado ao longo de anos no Senado. Já Pivetta trabalha para herdar a estrutura política do atual governo e ampliar a frente de apoio entre prefeitos, deputados e setores do agronegócio.
O embate entre os dois grupos deve dominar os próximos meses da política mato-grossense e tende a intensificar a disputa por alianças municipais, influência partidária e controle das bases eleitorais no interior do estado.
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