Cuiabá, 2026-10-28T18:40:41

Base de Abílio mira gestão Emanuel e pede nova CPI para investigar contrato de R$ 14,9 milhões na Saúde

Base de Abílio mira gestão Emanuel e pede nova CPI para investigar contrato de R$ 14,9 milhões na SaúdeBaixada Cuiabana

POR: Diego Vilani

POSTADO EM: 28/10/2026

COMPARTILHE:

Requerimento apresentado após o encerramento da CPI da CS Mobi coloca sob investigação possível contrato irregular para aquisição de sistema de tecnologia; vereadores querem esclarecer pagamentos de mais de R$ 8 milhões.

A base de apoio do prefeito Abílio Brunini (PL) na Câmara Municipal de Cuiabá iniciou uma nova movimentação política para investigar contratos firmados durante a administração do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD). Poucas horas depois da aprovação do relatório final da CPI da CS Mobi e Promulti, nesta terça-feira (27), o vereador Marcus Brito Jr. (PV) apresentou um requerimento para a abertura de outra Comissão Parlamentar de Inquérito, desta vez com foco em um contrato de R$ 14,9 milhões da Secretaria Municipal de Saúde.

A nova investigação pretende esclarecer possíveis irregularidades na contratação do Sistema Próton, uma plataforma de gestão documental adquirida em 2022. Segundo o requerimento apresentado pelos parlamentares, o município teria realizado pagamentos superiores a R$ 8 milhões sem que houvesse comprovação suficiente da efetiva implantação e utilização do software na estrutura da Saúde municipal.

O contrato nº 220/2022 foi firmado em 1º de junho daquele ano entre a Prefeitura de Cuiabá e a empresa Ikhon Gestão, Conhecimentos e Tecnologia Ltda. A contratação envolvia serviços de manutenção, suporte técnico, sustentação e licenciamento de um sistema de gerenciamento de documentos, por meio da adesão a uma ata de registro de preços do Governo do Tocantins.

Do valor global de aproximadamente R$ 14,9 milhões, R$ 13,44 milhões foram destinados à aquisição de sete mil licenças de uso, cada uma ao custo de R$ 1.920. A quantidade contratada é um dos principais pontos que os vereadores pretendem esclarecer, especialmente em relação à necessidade real da Secretaria de Saúde e ao número de servidores que efetivamente utilizariam a ferramenta.

Conforme os dados citados no requerimento, a Prefeitura reconheceu aproximadamente R$ 12,18 milhões como valores devidos pelo contrato, dos quais cerca de R$ 8,03 milhões teriam sido pagos. Os parlamentares querem verificar se os serviços foram entregues de acordo com as condições estabelecidas e se os pagamentos encontram respaldo na documentação administrativa.

O pedido de CPI também menciona suspeitas de direcionamento da contratação, inconsistências nas datas de documentos, aquisição de licenças consideradas desnecessárias e possíveis pagamentos sem a correspondente comprovação dos serviços prestados. Esses apontamentos, no entanto, ainda dependem de investigação e não representam conclusão sobre a existência de irregularidades ou responsabilidade dos envolvidos.

A proposta prevê que os vereadores analisem documentos da contratação, notas fiscais, relatórios de fiscalização e registros de utilização do sistema. A comissão também poderá realizar auditorias, solicitar perícias técnicas e convocar ex-secretários, servidores responsáveis pelo acompanhamento do contrato e representantes da empresa.

Outro ponto que deverá ser examinado é a existência de valores ainda pendentes de pagamento. A empresa contratada teria recorrido à Justiça para cobrar quantias que considera devidas, o que amplia a necessidade de esclarecer quais serviços foram efetivamente prestados e quais obrigações financeiras permanecem sob responsabilidade do município.

A apresentação do requerimento ocorre em um momento de intensa disputa política na Câmara de Cuiabá. Com o encerramento da CPI da CS Mobi e Promulti, presidida pelo vereador Tenente-Coronel Dias (Cidadania), a base governista busca abrir uma nova frente de fiscalização concentrada em decisões tomadas durante a administração anterior.

A movimentação também tem reflexos na relação entre situação e oposição. A abertura de uma nova CPI pode influenciar o espaço disponível para outras investigações parlamentares, tornando a definição das prioridades de fiscalização mais um ponto de disputa dentro do Legislativo municipal.

O requerimento já reúne o número necessário de assinaturas, segundo os parlamentares responsáveis pela iniciativa, mas a comissão ainda não foi formalmente instalada. O documento deverá passar pela leitura em plenário e pela análise da Procuradoria da Câmara, antes da definição dos integrantes e do início das atividades.

A previsão é de que os trabalhos tenham duração de 120 dias, com possibilidade de prorrogação. Conforme as regras regimentais mencionadas no pedido, Marcus Brito Jr., por ser o primeiro signatário, deverá assumir a presidência da comissão.

A Câmara de Cuiabá já mantém outras frentes de investigação, envolvendo temas como o Cuiabanco, empenhos públicos, Termos de Ajustamento de Conduta, potencial construtivo e aquisição de livros didáticos.

Com a nova proposta, o Legislativo volta sua atenção para um contrato firmado há quatro anos, mas que ainda pode produzir consequências financeiras para a Prefeitura. Além da disputa política, a investigação terá como desafio esclarecer se os recursos públicos foram aplicados de maneira regular e se o sistema contratado trouxe os resultados esperados para a administração municipal.

PUBLICIDADE

Baixada Cuiabana

“Moleque e mentiroso”: Gisa parte para o ataque contra Bruno Rios e sessão vira bate-boca em VG

“Moleque e mentiroso”: Gisa parte para o ataque contra Bruno Rios e sessão vira bate-boca em VG

Base de Abílio mira gestão Emanuel e pede nova CPI para investigar contrato de R$ 14,9 milhões na Saúde

Base de Abílio mira gestão Emanuel e pede nova CPI para investigar contrato de R$ 14,9 milhões na Saúde

Em meio à crise financeira, Flávia Moretti pede empréstimo de R$ 22,4 milhões para saúde de VG

Em meio à crise financeira, Flávia Moretti pede empréstimo de R$ 22,4 milhões para saúde de VG

Mercado Municipal: vereador aponta R$ 218 milhões em custos extras e diz que dinheiro poderia ir para saúde

Mercado Municipal: vereador aponta R$ 218 milhões em custos extras e diz que dinheiro poderia ir para saúde

Publicidade PUBLICIDADE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

“Moleque e mentiroso”: Gisa parte para o ataque contra Bruno Rios e sessão vira bate-boca em VG

“Moleque e mentiroso”: Gisa parte para o ataque contra Bruno Rios e sessão vira bate-boca em VG

Base de Abílio mira gestão Emanuel e pede nova CPI para investigar contrato de R$ 14,9 milhões na Saúde

Base de Abílio mira gestão Emanuel e pede nova CPI para investigar contrato de R$ 14,9 milhões na Saúde

Em meio à crise financeira, Flávia Moretti pede empréstimo de R$ 22,4 milhões para saúde de VG

Em meio à crise financeira, Flávia Moretti pede empréstimo de R$ 22,4 milhões para saúde de VG

Pivetta critica “pacote de bondades” de Lula, questiona mudanças na eleição, mas reconhece vitória do petista

Pivetta critica “pacote de bondades” de Lula, questiona mudanças na eleição, mas reconhece vitória do petista